terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Planetas precisam-se?


Estes caminhos que nos envolvem poderiam ser, por vezes, mais humanos.
Arrisco até dizer que de humanos, em certos dias, eles não têm nada.
Vivemos sozinhos! É apenas isso que me ocorre quando, enfrento as mais diversas e difíceis situações (in)voluntárias a que, não me propus sequer estar presente. Mas estando, era de certo modo necessário haver, pelos menos, algum sentimento de amor.
E não, não é o amor dito para o outro.
Amor para si mesmo.
Esse amor tão claro como a água e o céu em pleno Verão.
Aquele amor que cria e faz nascer sorrisos, respeito e menos micro-mundos (um menos deveras considerável).

Quero eu dizer com isto o quê?
Que caminhos todos temos que percorrer, mas ainda que muito dificilmente tenhamos que os escolher, essa escolha nunca o é individual. E caso seja, o planeta Terra tem muita gente a viver nele pelo que nunca estaríamos sós, só não compreendo então porque teimosamente vivemos assim.

Se é para isso, cada um tinha o seu planeta e depois, invariavelmente fazia magia para o semear e colher todo sozinho.


M.C.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Arregaçar mangas, (bem) arregaçadas!




O Novo Ano dá-nos sempre asas cheias de imaginação. E pedem-se desejos, sonhos e vontades firmes de fazer coisas e mais coisas. Eu pedi, e sendo sincera, acho que até não foi demasiado.
Saúde, trabalho, amor, cuidar e ser cuidada.
 Votos realizados, estou na altura de abraçar mais um desafio, aliás, mais um gigantesco desafio.
Tenho a certeza que tirará de mim muita energia e suor, assim como tenho ainda mais certezas que fará de mim melhor profissional. Sabedoria e conhecimento é o que espero, acima de tudo.

Lisboa me espera, mais uma vez, num outro lugar.
E os meus lugares vão continuar em cada sitio, porque espero ir e voar muito alto, mas quero com isso também saber descer. Afinal, serei melhor profissional para quem de mim precisa, quanto melhor saber quem sou. Tenho dito de forma incansável.

Feliz eu estou, e tranquila também.
Agradecida? Muito!
A quem? : )

M.C

domingo, 23 de dezembro de 2012

2012, O ano da meia prancha!


Em 2012 viveu-se.
E não se viveu pouco, nem muito, foi o que tinha de ser.
E agora, sentada no meu aconchegante sofá, digo para mim mesma que o presente texto apenas pode referir a maior lição do ano, é uma regra que me impus a mim mesma (porque também o limite é fator de crescimento), e por isso, ao contrário do que em segundos pensava, não foi difícil, foi até bastante fácil até.
Eis o que me surgiu imediatamente : " Copos de vidros neutros existentes desde que me lembro que sou ser humano, com direitos e deveres civis, mas copos meio cheios ou copos meio vazios, disso eu desconhecia."
Sim, meio copo de água pode ou não pode ser meio cheio e meio vazio? Pode. E esta pequena lição nós vamos aprendendo de forma plena e automática, sem linhas de regras condensadas.
E é verdade, que em Março, numa semana exausta de conhecimento positivo e aprofundado ao nível da saúde mental e psiquiatria, descobri esta tamanha e subtil questão.
 E é verdade também que até Novembro estava convencida e coberta de insolência que já tinha integrado todo esse conhecimento até descobrir que era uma pequena flor cheia de sede num dos desertos mais secos do planeta. Porque, afinal, do copo meio de água eu não percebia era nada.
E assim se passou meio ano. E o outro meio, perguntam?
O outro meio foram passados a pensar incansavelmente no menino que numa ilha me disse que preferia ter metade de uma prancha, do que não ter nenhuma. E sim, era muito feliz. E sim, passava fome. E sim, não conhecia outro lugar senão aquele onde nascera, que por si só não tinha uma grande dimensão. E sim, uma criança, num outro lado do mundo deu-me um dos maiores ensinamentos do ano de 2012: o copo está sempre meio cheio assim como metade de uma prancha é mil vezes melhor do que não puder (semi) surfar.
E sim, cheguei à conclusão que quanto mais predispomos a nossa mente a outras culturas melhor valorizamos a nossa, que por mais degradada que se encontre há sempre a possibilidade de escolhermos o meio cheio do copo, que é como quem diz, o meio melhor do nosso país.
O meio melhor da nossa vida, e por milagre ainda ingerimos algum sol, porque a parte vazia, essa nós a temo-la certa.

Excelentes entradas, e esquecendo propositadamente tudo o resto, cheias de tranquilidade e novas visões.