sábado, 13 de agosto de 2011

Para ti, porque o mereces!



Ao contrário do que sempre acontece, demorei muito tempo a escrever este texto, pelo que decidi fazê-lo da forma mais espontânea e autêntica, tal como TU me ensinaste.

Amo-te!
Amo-te verdadeiramente,com todas as palavras e com todos os significados. Quer dizer, com quase todos os significados, pois ninguém mais compreende um amor, do que os próprios que o amam.
Não planeei, aliás, dizendo bem a verdade, não era minha intenção encontrar alguém quando te encontrei a ti. Lembro-me como se fosse ontem, no dia 24 de Setembro de 2007, quando eu cheguei à nossa querida Universidade e me gritaste: "Bixo, olhos no chão! Não quero vê-lo a olhar mais para mim!" Mas eu, discretamente olhei. E dei por mim a olhar todos os dias e todas as semanas, até que o dia esperado por todos os estudantes chegou àquela cidade. Foi nesse dia que o meu coração tomou a linguagem e todas as palavras existentes e te disse, nos claustros, em frente a todos os nossos queridos amigos: "O sr. estudante dá-me a honra de ser meu padrinho?". O tempo voou, e as pessoas surgiam frente aos meus olhos no final da cerimónia a perguntar: "Guida? Porquê a ele?" ; "Guida, porque não outra pessoa?" "Terá sido influência do teu sentimento?". Muitas perguntas, e uma só resposta: "Escolhi-o porque assim nunca o perderei. Senão formos "nós" de amor, seremos para sempre "nós" enquanto padrinho e afilhada! E ele, assim nunca se livrará de mim!"
Não acreditava na seriedade deste sentimento até ao dia em que reparei que, quando tu não estavas, eu não ria nem dava aquelas gargalhadas que se faziam ouvir por toda a Praça do Giraldo. Quando tu não estavas eu não dava pulos, eu não sujava a roupa com cerveja,eu não dançava música pimba até de madrugada, eu não cantava com a mesma alegria exurbitante todas as músicas que tu me ensinaste e eu não dormia na aula de Economia Política se tu não me tivesses levado para uma festa até de manha.
Destino ou não, coincidência ou não continuamos juntos, com a mesma forma de ser (talvez apenas um pouco mais maduros), e com a mesma vontade de seguirmos, de mãos dadas pela mesma estrada.
Porque eu não sei o dia de amanha, mas se é hoje isto que eu sinto, é hoje isto que eu escrevo, sem medos e sem receios.
Se porventura, este texto for sinónimo de lamechice, então sim, o nosso amor é lamechas! Se for sinónimo de tolice, então sim o nosso amor é uma tolice. Nada me importam os significados nem os conceitos pre-determinados das coisas, importa-me sim, demonstrar o amor que sinto pelas pessoas que amo, dizendo em forma de agradecimento esse facto. Não vou adiar, nem quero! É hoje! E foi....

Com todo o amor que sinto por ti, e com o extenuante orgulho que tenho do Homem magnifico que te tornas-te, espero que caminhemos sempre juntos num caminho coberto de sol e coberto de musicas para dançar.
E nos dias de chuva? - perguntas tu.
Nos dias de chuva podemos sentar num banco e ter uma conversa longa, mas sem palavras e de olhos fechados, pois o "(...) essencial é invisivel aos olhos" A.S.-Éxupery.

; )



segunda-feira, 2 de maio de 2011

(A)Normalidades. Se é que existem.




Normal, surge porventura, da palavra oriunda do latim Norma. Esta tem como principal significado, " medida, linha de orientação, regra, prescrição", destinando-se fundamentalmente, segundo Schappetter, C. (2005), à criação e manutenção de estruturas sociais. Pelo que se sabe, é a norma um meio de conduta para a protecção do Homem na sociedade, ou pelo menos era esse o objectivo.
Na minha opinião, é um objectivo maioritariamente falhado, pois não fossem determinadas normas que prejudicassem a qualidade de vida de muitos, ou diria melhor, impedissem directamente a viver.
Por isso, questiono eu: O que é ser normal? Será definitivamente os comportamentos e atitudes comuns, de pessoas homogeneamente comuns que definem a normalidade? Ou será o que é imposto duro e puro pela sociedade global, sem questionarem atentamente o indivíduo único, e sem qualquer semelhança?
Se as respostas a estas perguntas forem, inevitavelmente um sim, eu atrevo-me a dizer que o individuo "anormal", é aquele cuja consciência e controlo se encontra embalsemada.
Diria eu, pequena criatura deste mundo, que discordo totalmente. A sociedade não aceita pessoas diferentes, mas é essa escassa aceitação (ou nula),que corrói progressivamente a linha de consciência de cada um de nós, e gostaria de transmitir sobretudo, que normal e anormal não tem definições exactas, pelo que eu sou aquilo que quero ser, mesmo dentro das normas, e não aquilo que é normal ser, nunca o sendo verdadeiramente.

Citando uma pessoa singular, (e não normal), "Tenho o privilégio de ser quem sou, e não a ilusão de quem poderia ser." O meu muito obrigado pela aprendizagem :)

Margarida Casimiro

terça-feira, 12 de abril de 2011

Solidão





Há feridas que cicatrizam,
Outras que demoram, e levam anos a curar,
depois há as feridas que nunca fecham,
porém há as que ainda crescem com o tempo em paralelo com a dor aguda que causam,
e aumenta-se o vazio e a sensação de que o mundo não está debaixo dos pés, mas acima de nós, a pressionar, a calcar, a derrubar, a potencializar um desequilíbrio de tão pesado que o mundo é.
Este peso, que foi crescendo com o tempo e o lugar, jamais é retirado de nós, e jamais é aliviado, infelizmente.
E morre-se com esta ferida? Morre, porque não sara, porque não é cuidada, porque ninguém olha por ela e para ela.
E a ferida, com o tempo vai crescendo cada vez mais, e cada vez mais se torna senhora de si, não permitindo que, em circunstância alguma, ela peça ajuda e tratamento.
Seremos nós, o tratamento eficaz para ela.
E, serão os nossos olhos invisíveis, tão belos quanto o nosso coração que irão transformar e diminuir toda essa tamanha e gigante ferida.
É aqui que o Homem deve agir e tratar, com dedicação e amor, dessa ferida chamada SOLIDÃO..

"De acordo com Georg Gaul, da Sociedade Austríaca de Cardiologia, citado pela agência Efe, o risco de morte das pessoas que vivem sozinhas é o dobro das que permanecem acompanhadas" DN Dezembro 2004.
Como tal, e já que não vivemos sozinhos no mundo, não deixemos que o mundo os deixe sozinhos.
M.C

Fotografia: Habitante de Évora, aproveitando para dizer que tenho o sonho de o conhecer, de ouvir as suas histórias e de crescer com elas.